A pedagogia histórico-crítica na era das máquinas inteligentes
DOI:
https://doi.org/10.69532/2178-4442.v23.75176Palavras-chave:
Educação, Pedagogia histórico-crítica, inteligência artificialResumo
A Pedagogia Histórico-Crítica na era das máquinas inteligentes foi tema da Conferência de Encerramento do VII Congresso Nacional de Educação (CONAED), XX Simpósio de Pedagogia, VII Simpósio de Educação do Campo, IV Simpósio de Pós-Graduação em Educação UFCAT e II Exposição de Práticas Educativas, realizados na Universidade Federal de Catalão (UFCAT), de 23 a 25 de setembro de 2025. Trata-se de um ensaio acadêmico destinado a responder à seguinte questão: “A Pedagogia histórico-crítica e suas contribuições: na era da inteligência artificial, o que fazer com o conhecimento humano científico?”. A resposta na perspectiva da pedagogia histórico-crítica (PHC) se desenvolveu a partir dos seguintes temas: i) concepção de mundo, de homem e de sociedade; ii) concepção de educação; iii) A proposta didático-metodológica da pedagogia histórico-crítica e, por fim, v) A era das máquinas inteligentes na perspectiva da pedagogia histórico-crítica. Nesse percurso, resgata-se o compromisso da atividade educativa com o projeto de sociedade que se tem em mente, a partir, principalmente do conceito de materialismo histórico-dialético, em Marx (1968); a seguir, compreende-se a natureza da educação como um trabalho não-material, cujo produto não se separa do ato de produção e se constitui em um campo de investigação específico (de estudos pedagógicos); por fim, retomam-se os fundamentos do livro Educação e Democracia, Saviani (1983), destacando o tensionamento entre o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova e a PHC tendo em vista a caracterização dessa última a serviço da transformação social. Como conclusões, analisam-se a emergência das “máquinas inteligentes” ou “inteligências artificiais”, seus significados e implicações sustentando-se que a inteligência artificial como produto humano cabe, portanto, ao ser humano seu controle, considerando ainda que o embotamento da inteligência coloca em risco a existência da própria espécie humana.
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