Interseccionalidade entre gênero e mídia: análise semiodiscursiva das reportagens do Portal de Notícias do Conselho Nacional de Justiça
Palavras-chave:
Mídia; desigualdade de gênero; análise semiodiscursiva de reportagens; Portal de Notícias do Conselho Nacional de Justiça.Resumo
O presente estudo analisou criticamente a influência das relações entre os sujeitos nos recortes de matérias do Portal de Notícias do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, destacando como refletem e perpetuam desigualdades sociais baseadas no gênero. Dessa feita, o objetivo deste trabalho foi analisar o discurso das fontes e o entendimento das regularidades discursivas presentes na mídia em relação a problemáticas de exclusão ligadas aos espaços atribuídos as mulheres na sociedade e como isso pode contribuir para a reprodução das desigualdades de gênero nas camadas sociais. Para tanto, exploramos as categorias de interseccionalidade como etnia, classes sociais, sexualidade e suas categorias estruturais, segundo Maria Lugones (2014) e Gonzalez (2020). A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, utilizando a análise documental de reportagens do Portal de Notícias do CNJ sobre o tema, além de legislações brasileiras de caráter familista. Essa temática dialoga com as ideias de Foucault (1996) em que pesa a análise do discurso das fontes e o entendimento das regularidades discursivas presentes na mídia em relação a problemáticas de exclusão ligadas aos espaços de poder. Apesar de sua importância, há uma notável lacuna de pesquisas que versem de forma aprofundada a interseção entre gênero e as práticas judiciais que este estudo busca preencher. Tem a seguinte questão norteadora: De que maneira as desigualdades entre os gêneros estão presentes no discurso perpetuado pela mídia, especificamente do canal de comunicação do Portal de Notícias do Conselho Nacional de Justiça? Concluiu-se, a partir da análise realizada, que compreender as dinâmicas de poder e desproporcionais exige uma reflexão crítica sobre a representação feminina na mídia e no sistema jurídico, visando à construção de uma legislação mais equitativa e sensível às questões de gênero.
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