Análise da distribuição das áreas verdes em Fortaleza
Uma abordagem socioambiental
DOI:
https://doi.org/10.70261/er.v28i1.75209Palavras-chave:
Desigualdade urbana, Índice de Áreas Verdes (IAV), Planejamento urbano, Segregação socioespacial, Unidades de ConservaçãoResumo
A desigualdade urbana, caracterizada pela concentração de riqueza e poder, gera segregação socioespacial nas cidades, afetando a distribuição das áreas verdes, especialmente na cidade de Fortaleza. Desse modo, a pesquisa buscou analisar essa distribuição na cidade, levando em consideração sua importância para a qualidade de vida urbana sob uma perspectiva socioambiental. Para isso, utilizou-se uma abordagem mista (quali-quantitativa), com o emprego do software QGIS para mapear as áreas verdes nos 121 bairros de Fortaleza, abrangendo parques, praças, APAs e ARIEs. A pesquisa também relacionou essas áreas com dados socioeconômicos, como IDH, renda média e dados populacionais, além de adaptar e calcular o Índice de Áreas Verdes (IAV) com dados geoespaciais e imagens de satélite. Os resultados mostraram que, apesar do IAV médio da cidade estar acima do recomendado pela OMS, 77,6% dos bairros ficam abaixo do ideal. Além disso, bairros de maior renda não apresentam maior IAV, enquanto os de menor renda estão distantes das grandes áreas verdes. Assim, conclui-se que a desigualdade social limita o acesso às áreas verdes, sendo urgente a implementação de políticas públicas que garantam uma distribuição mais equitativa desses espaços.
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