A CIDADE DA VALE S.A? PARAUAPEBAS, ENTRE EXPANSÃO URBANA E PERIFÉRICA E A PSICOSFERA DA GRANDE COORPORAÇÃO MINERAL
DOI:
https://doi.org/10.70261/er.v27i1.74892Palavras-chave:
Mineração; Expansão Urbana; Vale S.A; Psicosfera: Parauapebas.Resumo
O Este artigo analisa como a Vale S.A. molda a psicosfera urbana do município de Parauapebas-PA, projetando uma imagem corporativa que mascara os impactos sociais e econômicos decorrentes da mineração. A pesquisa explora as estratégias da empresa na governança territorial e suas influências em áreas como comércio, saúde, educação e a dependência econômica da cidade. A premissa central é que a Vale vai além da mineração, atuando como um agente que governa e molda o espaço urbano e o desenvolvimento local. A metodologia incluiu revisão bibliográfica, entrevistas semiestruturadas com atores locais, trabalho de campo e análise de dados socioeconômicos. Também foram investigados o papel da mídia na construção da imagem positiva da empresa e os reflexos dessa imagem no cotidiano urbano. Os resultados mostram que a Vale exerce controle significativo sobre a economia e os serviços locais, promovendo uma narrativa de responsabilidade social e ambiental que oculta desigualdades, precarização de serviços e a expansão urbana desordenada nas periferias. Conclui-se que a atuação da Vale acentua desigualdades socioeconômicas, reforça a dependência da cidade em relação à mineração e afeta diretamente o desenvolvimento urbano, especialmente nas áreas periféricas, orientando a dinâmica urbana pelos interesses do capital privado.
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