Sentidos y Estrategias de Afrontamiento a la Exclusión entre Individuos LGBTI+ +: Un Análisis Socio-Histórico del Lenguaje y la Resistencia
Palabras clave:
violencia de género, resistencia, lenguaje, queerResumen
La propuesta de este artículo es comprender el papel del lenguaje tanto como posible reproductor de prejuicios como herramienta de resignificación y resistencia frente a la opresión sistemática de individuos LGBTQIA+, analizando esta dinámica desde la perspectiva de la Psicología Sociohistórica. La investigación se llevó a cabo mediante una revisión teórica narrativa, que investigó producciones académicas sobre lenguaje, resistencia y LGBTfobia, con base en la Psicología Sociohistórica —con especial énfasis en los estudios de Lev Vygotsky— y en las reflexiones de Michel Foucault sobre la relación entre poder y resistencia. Además, se incluyeron trabajos que abordan el pajubá como una expresión lingüística de resistencia cultural de la población trans travesti. Los resultados muestran que, en la medida en que refleja los valores y experiencias de la cultura en la que fue desarrollada, el lenguaje, cuando está insertado en un contexto cisheteronormativo, funciona como una herramienta de opresión al perpetuar ideologías hegemónicas de exclusión. Sin embargo, al permitir la inscripción de las vivencias de grupos subalternizados en un sistema singular de signos y representaciones, estimula el cultivo de un sentimiento colectivo de pertenencia y la reafirmación de identidades disidentes, sirviendo así como herramienta de resistencia. En este contexto, el pajubá se destaca como un ejemplo de subversión del orden normativo y opresor del lenguaje, favoreciendo el enfrentamiento de la exclusión y la creación de un espacio colectivo de pertenencia. Se concluye que reconocer esta ambivalencia del lenguaje es fundamental para pensar en prácticas clínicas, educativas e institucionales más inclusivas, que consideren la historicidad de las vivencias LGBTQIA+ y sus formas de resistencia.
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