“Nuestros cuerpos albergan tanto a torturadores como a víctimas”: una entrevista y un trabajo teórico-crítico-sentimental con Helena Vieira
Resumen
Para nosotros, hablar de ascendencia no es simplemente evocar un tiempo lejano. Es reconocer el presente como territorio donde late un legado —político, afectivo, espiritual— que trasciende fronteras, nombres y geografías. Heredamos voces que nos precedieron, pero también somos la carne viva de su continuidad: una presencia que persiste y una memoria que crea narrativas. Es en este espíritu que se inscribe esta entrevista, como parte de lo que llamamos artesanía teórico-crítica-sentimental, tejida aquí en diálogo con Helena Vieira. Reconocida por su presencia en múltiples espacios de creación, investigación y movilización, Helena encarna lo que aquí llamamos una transancestría viva: un linaje que se hace cuerpo, pensamiento y gesto, conectando historias, experiencias personales y la continua invención del conocimiento. La palabra de Helena no se limita a narrar: funda, convoca y crea narrativas. Lo que se transmite en este encuentro no es un pasado estático, sino una fuerza en movimiento que resuena en el presente y suscita reflexiones críticas, transfeministas y decoloniales. La conversación que sigue nos invita a escuchar una experiencia transancestral en movimiento que, al entrelazar diversas temporalidades, abre caminos al reconocimiento de historias plurales y a la valiente invención de futuros posibles. Al presentar esta conversación en el formato de una entrevista teórico-crítica-sentimental artesanal, buscamos abarcar tanto la densidad conceptual como la delicadeza de los afectos que permean los encuentros, los silencios, las pausas, los gestos y las perspectivas del mundo. Es con esta escucha vivaz, entre el rigor y el afecto, que damos la palabra a Helena.
Citas
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