Movimento #EleNão: O uso das manifestações para fortalecimento da extrema direita brasileira e a circulação de imagens da Marcha das Vadias
Resumo
Este artigo aborda a circulação de imagens da Marcha das Vadias no Brasil durante as eleições de 2018, para presidente, como se fossem do Movimento #EleNão, na rede social Facebook e os comentários que circularam naquele momento. Tanto a divulgação de imagens como os comentários naquele momento histórico mostram como foi se dando o fortalecimento da extrema direita brasileira. Para isto, utilizamos a etnografia na internet e como o sexismo se faz presente nas redes, mostrando como a partir de 2012 às mídias sociais têm papéis fundamentais na construção de pensamentos políticos, na proliferação de fake news e em discursos de ódio direcionados a grupos minoritários.
Referências
ABRAMO, Perseu. Padrões de manipulação na grande imprensa – 2. ed. – São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2016.
AHMED, Sara. La organización del odio. In. La política cultural de las emociones. Universidad Nacional Autónoma de México, México, 2015, p. 77-103. Disponível em: https://www.puees.unam.mx/curso2021/materiales/Sesion14/Ahmed2015_LaPoliticaCulturalDeLasEm ociones.pdf
BIROLI, F. A reação contra o gênero e a democracia. Nueva sociedad, v. 23, n. 65, 2019, p. 76-87. Disponível em: https://nuso.org/articulo/reacao-contra-o-genero-e-democracia/
CASTRO, M. G; ABRAMOVAY, M. (2021). Quarta onda ou um Feminismo Maremoto? Significados do “#ELE NÃO” nas ruas do Brasil. Juventude.Br, (17), 23–31. Recuperado de https://juventudebr.emnuvens.com.br/juventudebr/article/view/190. Disponível em: https://juventudebr.emnuvens.com.br/juventudebr/article/view/190/184.
CESARIANO, Letícia; WALZ, Silvia e BALISTIERI, Tatiana. – Etnografia na ou da internet? Desafios epistemológicos e éticos do método etnográfico na era da plataformização. In: Siqueira, Isabel Rocha de. e Costa, Vitor de Souza (orgs). Metodologia e Relações Internacionais – Vol. 4. Rio de Janeiro: Editora Puc Rio, 2023. Disponível em: https://www.editora.puc-rio.br/media/Metodologia%20e%20RI-V4-P4.pdf
FAUSTINO, Deivison; LIPPOLD, Walter. Colonialismo digital: por uma crítica hackerfanoniana. São Paulo: Boitempo, 2023.
FINGER, Vinícius. (2022). História, Mídia Digital e Anti-Ciência: a quimera narrativa do canal Brasil Paralelo. Historiæ, 12(2), 83–104. Recuperado de https://furg.emnuvens.com.br/hist/article/view/13477
GONZÁLEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: RIOS, Flávia; LIMA, Marcia. Por um feminismo afrolatino americano: ensaios intervenções e diálogos. Zahar, p. 67-83. 2020. Disponível em: https://mulherespaz.org.br/site/wp-content/uploads/2021/06/feminismo-afro-latino-americano.pdf
GUZZO, Morgani. Campos e corpos plurais: os feminismos das Marchas das Vadias no Brasil. Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, Florianópolis, 2019.
HEMMINGS, Clare. Contando estórias feministas .Estudos Feministas, Florianópolis, 17(1): 296, janeiro-abril/2009.
HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Explosão Feminista: arte, cultura, política e universidade. São Paulo: Companhia das letras, 2018.
hooks, bell. O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras. Rosa dos tempos, 2018.
MIGUEL, Luis Felipe. O mito da “ideologia de gênero” no discurso da extrema direita brasileira. Cad. Pagu (62) • 2021 • https://doi.org/10.1590/18094449202100620016.
PEDRO, Joana Maria. Traduzindo o debate: o uso da categoria gênero na pesquisa histórica. História, São Paulo, v.24, N.1, P.77-98, 2005.
PEDRO, Joana Maria. Relações de gênero como categoria transversal na historiografia contemporânea. Topoi, v. 12, n. 22, jan.-jun. 2011, p. 270-283.
PEDRO, Joana Maria e BARLETTO, Marisa. Movimentos feministas e academia: tensões e alianças. Revista Feminismos, v. 7, p. 1-16, 2019. https://portalseer.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/31863.
PERROT, Michelle. Minha história das mulheres. Tradução Angela M. S. Côrrea. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2019.
ROSALEN, Eloisa; PEDRO, Joana Maria. Os debates historiográficos sobre os feminismos da “segunda onda” na contemporaneidade. Revista Feminismos, v. 11, p. 1-28, 2023. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/57407.
SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e Realidade. 20(2): 71-99. Jul/dez. 1995.
SOARES, Amanda Cantú Rodrigues; MAZZARINO, Jane Márcia. Feminismo de Internet: Como as redes sociais contribuem para o desenvolvimento da Quarta Onda Feminista no Brasil. Contratexto n.° 36, diciembre 2021, ISSN 1025-9945, pp. 261-286. doi: https://doi.org/10.26439/contratexto2021.n036.5152.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.

