Leonarda pública ou privada? Estratégias de uma negociante na Corte Imperial
Palavras-chave:
Comércio; Mulheres; Privado; Público;Resumo
Estudar mulheres requer atenção às duas estruturas as quais as mesmas estiveram submetidas ao longo do tempo: as relações de poder e ao silenciamento. No entanto, reconstituir os passos de alguém que, no século XIX, construiu sua figura, sabendo manejar as esferas pública e privada ao seu favor, a fim de se mostrar eterna na mentalidade do grupo sócio econômico ao qual estava inserida, nos leva à compreensão de como as ações e os gestos de Leonarda Maria da Silva Velho, negociante de grosso cabedal, falecida em 1825 no Rio de Janeiro, a tornaram um expoente na época, sabendo manter seu poder feminino, seja em suas redes de solidariedade – com sua família- seja em suas teias de sociabilidade em seus negócios. Conforme os argumentos de SCOTT (1999), as experiências e atitudes femininas se destacam num mundo de prevalência masculina. Leonarda era de longe estática; atuava com magnificência e engenhosidade para se firmar enquanto mulher e empresária na sociedade imperial.
Referências
Fontes Primárias
1. Manuscritas:
Arquivo da Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro:
Assento de óbito de Leonarda Maria da Silva Velho. Arquivo da Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro.Livro de assentamento de falecimento das pessoas ocupadas no serviço do Paço (1808-1887).
Arquivo Nacional:
Arquivo Nacional. Rio de Janeiro. Inventário post-morten de Dona Leonarda Maria da Silva Velho – AN, Juízo dos órfãos, ano de 1825, n° 8373, Maço 433.
Biblioteca Nacional:
Leonarda Maria da Silva Velho, Viúva de Manoel Velho da Silva. Biblioteca Nacional, Seção de Manuscritos, C 412,7, ano de 1811.
Literatura de viagem:
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Livros, Teses e Artigos:
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