Mulheres Negras e o Abandono Social: Marcas do Colonialismo e da Territorialidade

Autores

Palavras-chave:

Mulheres Negras, Colonialismo, Territorio, Corpo

Resumo

O presente artigo traz a discussão perante a forma em que a Mulher Negra é posicionada socialmente. Nesse sentido, o corpo do texto faz análises pertinentes sobre o Colonialismo, seu conceito e seu contexto no Brasil, com enfoque nos seus resultados para a população do país. Em outras palavras, abordará o período escravagista e os moldes Europeus projetados na formação social da então Colônia brasileira, que se seguiu até os dias atuais construindo e fortalecendo moldes de discriminações, em destaque: Gênero, Raça e Classe. Sendo assim, o escrito passará a descrever a realidade da Mulher Negra brasileira diante desse cenário seguindo por uma visão de território, ora ele sendo um espaço físico, ora ele sendo seu próprio corpo, invadido e comandado pelo “branco civilizador” e abandonado quando ela não é mais necessária. As pessoas Negras, principalmente a mulher, só são vistas e “valorizadas” quando estão em um lugar de subserviência, caso contrário, não é preocupação de ninguém, além dos seus. Portanto, o artigo buscará explicitar os pormenores dessas violações.

Biografia do Autor

Stephany Matias de Oliveira Crisostono, Centro Universitário Municipal de Franca (Uni-FACEF)

Graduanda do oitavo semestre de Psicologia pelo Centro Universitário Municipal de Franca. Participante do grupo de estudos de Psicodrama e Relações Étnico-raciais. Pesquisadora de Iniciação Científica pelo CNPq (2023-2024) (2024-2025) com a temática racismo, compreendendo os atravessamentos desse fenômeno social na educação. Participante do grupo de estudos vivenciais em Psicodrama Tê-Ar. Uma das organizadoras do Núcleo de Estudos Nise da Silveira (NENS) que têm como foco estudo a saúde mental e luta antimanicomial

Rosalinda Chedian Pimentel

Economista. Doutora pela IPPUR/UFRJ/RJ - Rio de Janeiro. Professora Voluntária no Programa de Pós Graduação em Serviço Social da Unesp - Campus de Franca. 

Referências

AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade. Pólen Produção Editorial LTDA, 2019.

ARAÚJO, Luciana Gonzaga de. Estudo sobre o racismo institucional em abordagens policiais na mesorregião do agreste pernambucano: um olhar sob as perspectivas dos direitos humanos nas audiências de custódia. 2023. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Pernambuco. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/55191 > Acesso em 15 de Out. 2024.

ATLAS DA VIOLÊNCIA 2020. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública; Rio de Janeiro: IPEA, jun. 2020. ISSN 2764-0361

BARBOSA, Jorge Luiz. O território como conceito e prática social. Observatório das Favelas, 2021. Disponível em: https://observatoriodefavelas.org.br/wp-content/uploads/2021/07/O-territorio-como-conceito-e-pratica-social.pdf . Acesso em 14 de Set de 2024.

CATANI, Afrânio Mendes. O que é Capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 2012.

CÉSAIRE, Aimé. Discurso sobre o colonialismo. Veneta, 2020.

DAVIS, Angela. Mulheres, Raça e Classe. São Paulo: Boitempo Editorial, 2016.

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. São Paulo: Ubu Editora, 2020

Gentrificação: o que é, como ocorre e impactos sociais. Habitat para a humanidade Brasil, 2018. Disponível em: https://habitatbrasil.org.br/gentrificacao/ . Acesso em 14 de Set de 2024.

GOMES, Laurentino. Escravidão–Vol. 1: Do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares. Globo Livros, 2019.

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. 1ºed. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

GOULARTE, Michele; PEDRUZZI, Alana Das Neves; DOS REIS, Paula Ferreira. Colonialismo, subalternização do trabalho e mulheres negras: Uma análise a partir dos Fundamentos da Educação Ambiental. Educação, Ciência e Cultura, v. 29, n. 1, 2024. Disponível em < https://revistas.unilasalle.edu.br/index.php/Educacao/article/view/11402/4462 > Acesso em 20 de Out. 2024.

HOOKS, Bell. E eu não sou uma mulher?. Editora: Rosa dos Tempos: 2019.

KANGUSSU, Imaculada. Resenha de Discurso sobre o colonialismo. Viso: Cadernos de estética aplicada, v. 15, n. 28, p. 23-30, 2021. Disponível em < file:///C:/Users/criso/Downloads/398-Texto%20do%20artigo-1124-1-10-20210811.pdf > Acesso em 20 de Out. 2024.

KILOMBA, GRADA. Memórias da Plantação: Episódios de Racismo Cotidiano. 1ªed. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.

LIMA, Juliana; FERREIRA, Afonso. Maioria no País, Mulheres Negras são o grupo menos beneficiado por avanços sociais, diz Pnud. G1, 2024. Disponível em: https://g1.globo.com/politica/noticia/2024/05/28/maioria-no-pais-mulheres-negras-sao-o-grupo-menos-beneficiado-por-avancos-sociais-diz-pnud.ghtml . Acesso em 16 de Set de 2024.

MANZI, Maya; ANJOS, Maria Edna dos Santos Coroa dos. O Corpo, a Casa e a Cidade: Territorialidades de Mulheres Negras no Brasil. Revista brasileira de estudos urbanos e regionais, v. 23, E202132pt, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbeur/a/8FvqfjrzTtwtqMSTdMwVPsG/?format=pdf&lang=pt . Acesso em 16 de Set de 2024.

PASSOS, Rachel Gouveia. Mulheres negras, sofrimento e cuidado colonial. Revista Em Pauta: teoria social e realidade contemporânea, n. 45, 2020. Disponível em < https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistaempauta/article/view/47219 > Acesso em 20 de Out. 2024.

PINHEIRO. Bárbara. C. S. Como ser um educador antirracista. São Paulo: Planeta Brasil, 2023.

SANTOS, Milton. Por uma outra Globalização: do pensamento único à consciência universal. 22ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2012.

SIMÕES, Adriana Souza et al. O impacto subjetivo do colonialismo e racismo em mulheres negras trabalhadoras domésticas. Laborare, v. 6, n. 11, p. 135-154, 2023. Disponível em < https://revistalaborare.org/index.php/laborare/article/view/217 > Acesso em 10 de Out. 2024.

SPIVAK, Gayatri Chakravorty. Pode o subalterno falar. Editora: UFMG, 2010.

VALE, Ana Lia Farias; SAQUET, Marcos Aurelio; SANTOS, Roselí Alves dos. O Território: Diferentes abordagens e Conceito-Chave para a compreensão da Migração. Revista Fax Ciência, 07,01 (2005) pp.11- 26 UNIOESTE. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/fazciencia/article/download/7380/5429/26606 . Acesso em: 14 de Set de 2024.

Downloads

Publicado

26-03-2025