FRAGMENTAÇÃO DO CONHECIMENTO E SEUS REFLEXOS NA GEOGRAFIA: a dicotomia Geografia Física e Geografia Humana
DOI:
https://doi.org/10.70261/er.v23i1.67593Abstract
Este artigo objetiva analisar as condições que geram a fragmentação do conhecimento e, neste escopo, discutir a cisão da Geografia em Geografia Física e Geografia Humana, tratando dos efeitos desta divisão, além de apresentar possibilidades. O estudo é substancialmente teórico, ou seja, resulta de pesquisa teórica e conceitual a partir de autores que versam acerca da fragmentação do conhecimento, especificamente, da Geografia. Entre eles, vale destacar Bohm (1992), Casseti (2009), Gomes (2007), Lacoste (1974), Moraes (1986), Moreira (2012), Santos (1988), Santos (2004) e Vitte (2011). A abordagem do tema possibilita entender que a fragmentação é produto da visão de mundo constituída pela ciência moderna, com viés positivista, e está diretamente ligada ao sistema capitalista, ao qual a Geografia teve que se adequar. Há, então, dois caminhos: primeiro, seguir o movimento de fragmentação – abordar sociedade e natureza separadamente – facilitando as análises pela permanência no tratamento de partes e, dessa maneira, correr o risco de perder a utilidade social ou, segundo, corporificar a definição sociedade-natureza e conceber a Geografia como ciência da relação, distinta da maioria, mas com sua especificidade e utilidade social mantidas.
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Copyright (c) 2021 Vitor Alfredo de Rezende Alves, Gilmar Alves de Avelar

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Espaço em Revista. Catalão, GO, Brasil. e-ISSN: 2965-5609
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