TRENS, TRILHOS E ESTAÇÕES

ferrovias e ordenamento territorial na Zona da Mata de Minas Gerais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70261/er.v27i2.75075

Palavras-chave:

Ordenamento territorial; Zona da Mata mineira; Estrada de Ferro D. Pedro II; Geografia histórica

Resumo

Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, as ferrovias eram vistas no Brasil como sinônimas do progresso e a chegada de suas estações era aguardada com grande apreensão. De fato, elas funcionaram como importantes agentes de organização dos territórios, incluindo a região que compreende o sul da Zona da Mata mineira e a parte contígua do estado do Rio de Janeiro, recorte territorial dessa pesquisa, que abrange o trecho localizado entre as estações ferroviárias de Três Rios/RJ e Mariano Procópio, em Juiz de Fora/MG. Essa região, no período destacado, caracterizava-se pela grande produção cafeeira, e a chegada dos trens implicou no seu dinamismo econômico, com grande movimentação de cargas e passageiros, especialmente nas localidades servidas por suas estações, em volta das quais se instalavam comercio, escolas, correios, ou seja, intensa dinâmica social e econômica. Não há dúvidas que a ferrovia impactou a organização territorial regional, mas a questão que buscamos responder foi outra: a ferrovia criou povoações a partir de suas estações, ou aproveitou-se da prévia existência dessas povoações para implantá-las? Os resultados apontam para uma necessária revisão de conceitos, pois como constatado, as estações ferroviárias foram implantadas em povoações já existentes, que tinham posição estratégica para o escoamento da produção do café, esse sim, o principal definidor da localização de trens, trilhos e estações.

Biografia do Autor

Pedro Machado, Universidade Federal de Juiz de Fora

Professor Titular do Departamento de Geociências, da Universidade Federal de Juiz de Fora

Wagner Batella, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Professor doutor lotado no Departamento de Geociências da UFJF, atuando nos cursos de graduação e pós-graduação em Geografia.

 

 

 

 

 

Luciano Caramez, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Mestre em Geografia pela UFJF e doutorando em História na UFJF

Matheus Jacinto, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Graduado em Licenciatura de Geografia pela UFJF, bolsista do projeto de pesquisa

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Publicado

16.01.2026

Como Citar

MACHADO, Pedro José de Oliveira; BATELLA, Wagner Barbosa; CARAMEZ, Luciano Alves Soares; JACINTO, Matheus de Sousa. TRENS, TRILHOS E ESTAÇÕES: ferrovias e ordenamento territorial na Zona da Mata de Minas Gerais. Espaço em Revista, Catalão, v. 27, n. 2, p. 50–71, 2026. DOI: 10.70261/er.v27i2.75075. Disponível em: https://periodicos.ufcat.edu.br/index.php/espaco/article/view/75075. Acesso em: 27 maio. 2026.

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