Impactos socioambientais da energia eólica

um estudo sobre a implantação de parques eólicos na comunidade quilombola do Cumbe, Aracati-CE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70261/er.v28i1.75207

Palavras-chave:

Agricultura camponesa, Agrotóxicos, Conflitos socioambientais, Justiça socioambiental, Território

Resumo

A presente pesquisa tem como principal objetivo analisar os impactos gerados pela implantação do Parque Eólico na Comunidade Quilombola do Cumbe, Município de Aracati-CE, uma perspectiva ecológica, social e geográfica. Utilizando-se como abordagem o método qualitativo quantitativo, buscou-se retratar a partir de técnicas de representação gráfica os fatores que tornam a implantação do Parque Eólico em catalisador de impactos socioambientais na área. Além disso, buscou-se trabalhar diversos aspectos demonstrando que a inserção no Parque Eólico não legitima o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), pois não foram considerados aspectos da vegetação local e nem foram indicadas as Áreas de Preservação Permanentes (APP’s). Concluindo, a energia eólica tem sido muito importante na preservação ambiental, porém quando não implantada de modo adequado poderá gerar danos ao invés de saná-los. A comunidade do Cumbe vive sob diversos conflitos ambientais, econômicos e socioculturais. E vem perdendo sua identidade a partir de projetos “progressistas”, onde os mesmos não respeitam as práticas tradicionais locais.  É imprescindível que os estudos que tratam da inserção de empreendimentos em zonas de interesse social, tratem além dos fatores econômicos, dos possíveis impactos socioambientais.

Biografia do Autor

Vladiana Lima da Silveira, Universidade Federal do Ceará

Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Ceará. Possui graduação em Economia Ecológica pela Universidade Federal do Ceará (2022). Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia de Ecossistemas.

Maria Daniele Pereira Bessa da Silva, Universidade Federal do Ceará

Graduada em Geografia pela Universidade Estadual do Ceará (2016), possui mestrado em Sociobiodiversidade e Tecnologias Sustentáveis pela UNILAB Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, concluído em 2022. Atualmente, é doutoranda em Geografia pela Universidade Estadual do Ceará (20242027).Durante sua formação acadêmica, dedicou-se ao estudo da Dinâmica Territorial e Ambiental, vinculada à linha de pesquisa Natureza, Campo e Cidade no Semiárido, com ênfase nos impactos da seca no semiárido cearense. Possui interesse nos seguintes temas: relações raciais, eventos extremos e impactos pluviais. Atualmente, exerce a função de professora efetiva na rede estadual do Ceará e atua como colaboradora no projeto de extensão Museu de Ciências Ambientais Mundo Livre.

Vládia Pinto Vidal de Oliveira, Universidade Federal do Ceará

Professora Titular do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), com Doutorado em Engenharia Agronômica pela Universidade de Almería (UAL), convalidado em Geografia Física (UFC). Geóloga (UNIFOR) e Mestre em Agronomia (UFC), com especializações em Gerenciamento Costeiro (UFC), Desertificação (PNUMA/ONU/IADIZA/CRICYT -Argentina), Recuperação e Conservação de Solos Salinos (PNUMA/CIP/USSR Moscou-Yerevan e Tashkent). Atua como docente nos programas de Pós-Graduação em Geografia e Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA). Coordenou projetos internacionais como WAVES/CNPq/BMBF, ALFA-ECOZONAR, Hidroponia no Semiárido e Pró-África (Cabo Verde). Participou do projeto INNOVATE (Brasil-Alemanha) e coordenou o Mestrado PRODEMA-UFC (2004-2008, 2015) e o Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente em Rede (2009-2013).É editora-chefe da Revista REDE-PRODEMA e coordenou o Programa de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente em parceria com a Universidade de Cabo Verde (2014-2018). Bolsista de Produtividade do CNPq (2008-2024), lidera Grupos de Pesquisa em Ecodinâmica e Recuperação Ambiental. Atua como especialista na Comissão das Nações Unidas para o Combate à Desertificação. Possui experiências em geociências, zoneamento ambiental, Zoneamento Ecológico-Econômico, solos na dinâmica de paisagens, sensoriamento remoto e planejamento territorial.

Leonardo Silva de Sousa, Universidade Federal do Ceará

Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal do Ceará (2024). Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Física, Desertificação e Ensino de Geografia, atuando principalmente nos seguintes temas: prática docente, geografia escolar, pibid e ensino de geografia, Geografia física, Pedologia, Desertificação e Degradação Ambiental do Semiárido. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, PRODEMA-UFC.

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Publicado

17.03.2026

Como Citar

SILVEIRA, Vladiana Lima da; SILVA, Maria Daniele Pereira Bessa da; OLIVEIRA, Vládia Pinto Vidal de; SOUSA, Leonardo Silva de. Impactos socioambientais da energia eólica: um estudo sobre a implantação de parques eólicos na comunidade quilombola do Cumbe, Aracati-CE. Espaço em Revista, Catalão, v. 28, n. 1, p. 249–264, 2026. DOI: 10.70261/er.v28i1.75207. Disponível em: https://periodicos.ufcat.edu.br/index.php/espaco/article/view/75207. Acesso em: 27 mar. 2026.

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