Epidemias como notícias de jornais: os casos da febre amarela e do cólera no Espírito Santo oitocentista (C.1849-1856)
DOI :
https://doi.org/10.5216/o.v17i1.40923Mots-clés :
Febre amarela, Cólera, Epidemias, Espírito Santo no século XIX.Résumé
Esse artigo discute como o Correio da Victória – o único jornal da província do Espírito Santo à época – noticiou a passagem da febre amarela e do cólera. Buscamos sublinhar as similitudes e diferenças com que o veículo tratava as duas epidemias e informava aos seus leitores e demais indivíduos que tomavam contato com seu conteúdo sobre os sintomas, formas de contágio e possibilidades de prevenção, não raro fazendo eco, aos conceitos e demandas da medicina douta do período. Interessa-nos também, ainda que em segundo plano, enfatizar como o Jornal trazia sugestões de tratamentos para “prevenir” ou “remediar” essas temidas epidemias.Téléchargements
Références
ALEXANDRE, Jucieldo Ferreira. Quando o “anjo do extermínio” se aproxima de nós: representações sobre o cólera no semanário Cratense o Araripe (1855-1864). 2010. 244f. Dissertação (Mestrado em História)- Programa de Pós-Graduação em História do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal da Paraíba, 2010.
BASHFORD, Alison e TRACY, Sarah W. Introduction: Modern Airs, Waters and Places. Bulletin History Medicine n. 86., 2012. p. 495-514.
BERTUCCI, Liane Maria. Influenza, a medicina enferma. Campinas/SP: Editora da Unicamp, 2004
CHALLOUB, Sidney. Cidade febril: cortiços e epidemias na corte imperial. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
CORBIN, Alain. Saberes e odores: o olfato e o imaginário social nos séculos dezoito e dezenove. São Paulo: Companhia das Letras, 1987
CUNNINGHAM, Andrew; WILLIAMS, Perry (Ed.). The laboratory revolution in medicine. Cambridge: Cambridge University Press. 1992.
CYTRYNOWICZ, Roney; CYTRYNOWICZ, Mônica. Do lazareto dos variolosos ao instituto de infectologia Emílio Ribas – 130 anos de história da Saúde Pública no Brasil. São Paulo: Editora Narrativa 1, 1998.
CZERESNIA, Dira. Do contágio à transmissão. Ciência e cultura na gênese do conhecimento epidemiológico. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 1997.
DAVID, Onildo Reis. O inimigo invisível: epidemia na Bahia no século XIX. Salvador:Ufba, 1996.
DELUMEAU, Jean. História do medo no Ocidente (1300-1800): uma cidade sitiada. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
DINIZ, Ariosvaldo Silva. Cólera, representações de uma angústia coletiva: a doença e o imaginário social no Brasil do século XIX. 1997. 507 f. Tese (Doutorado em História)-Programa de Pós-Graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, Campinas (SP), 1997.
FRANCO, Sebastião Pimentel. O terribilíssimo mal do Oriente: o cólera na província do Espírito Santo (1855-1856). Vitória (ES): Edufes, 2015.
GONDRA, José. Artes de civilizar: medicina, higiene e educação escolar na corte imperial. Rio de Janeiro: Eduerj, 2004.
HANNAWAY, Caroline. Environment and miasmata. In: BYNUN, William F.; PORTER, Roy. Companion encyclopedia of the history of medicine. Londres: Routledge, 1997 p. 292-308.
KURY, Lorelai B. O império dos miasmas: a Academia Imperial de Medicina (1830-1850). Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense, Niterói. 1990.
MARQUES, Vera Regina Beltrão. Natureza em boiões. Medicinas e boticários no Brasil setecentista. São Paulo: Ed. da UNICAMP, 1999.
NOGUEIRA, André Luis Lima. O cólera no Espírito Santo pela lente do Correio da Victoria (1855-1856) ou quando as epidemias viram notícias. Capítulo de livro no prelo.
_______ . Entre cirurgiões, tambores e ervas: calunduzeiros e curadores ilegais em ação nas Minas Gerais (século XVIII). Rio de Janeiro: Garamond Universitária, 2016.
PICOLLI, Mariana de Almeida. Ideias de liberdade na cena política capixaba: o movimento abolicionista em Vitória (1869-1888). 2009. 152 f. Dissertação (Mestrado em História)- Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória (ES), 2009.
PIMENTA, Tania Salgado. La asistencia sanitária en tiempos de epidemia en Rio de Janeiro em el siglo XIX. Dynamis, Granada, v. 31, n. 1, p. 35-52, 2011.
________ . Doses infinitesimais contra a epidemia de cólera no Rio de Janeiro em 1855. In: NASCIMENTO, Dilene Raimundo do & CARVALHO, Diana Maul de (Orgs.). Uma história brasileira das doenças. Brasília: Paralelo 15, 2004.
WITTER, Nikelen Acosta. Males e epidemias: sofredores, governantes e curadores no sul do Brasil (Rio Grande do Sul, século XIX). 2007. 276 f. Tese (Doutorado em História)- Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense, Niterói (RJ), 2007.