Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Luzia (1998-2011) História oral, memórias operárias e trabalho em modificação.

Autores/as

  • Sérgio Paulo Morais Universidade Federal de Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v18i2.51576

Palabras clave:

Sindicato, Privatização, Globalização, Modificações nos modos de trabalho, Narrativas operárias.

Resumen

A partir de entrevistas narrativas, o artigo trata de interligações entre a privatização de uma planta siderúrgica das Forjas Acesita, em 1998, por uma companhia alemã, e a restruturação do modo de trabalho operário. Tal fato é analisado a partir de entrevistas produzidas, entre 2010 e 2011, com três operários que viveram esse processo de modificação, em dupla circunstância. Pois eram trabalhadores da empresa e, ao mesmo tempo, estavam à frente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Luzia, Minas Gerais. Ao destacar vestígios de mudanças nas políticas sindicais, o texto aborda memórias, acontecimentos e interpretações que indicaram alterações nas sociabilidades entre antigos e jovens metalúrgicos. Por fim, destaca ações de novos sujeitos e incipientes avaliações sobre os rumos que o Sindicato deveria tomar para combater a dissolução da categoria frente as imposições colocadas pela Globalização da economia.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Sérgio Paulo Morais, Universidade Federal de Uberlândia

Professor Associado da Universidade Federal de Uberlândia, pesquisador FAPEMIG, CHE - APQ-02063-17. Líder do Grupo de Pesquisa Experiências e Processos Sociais - GPEPS (CNPQ). Professor credenciado no Corpo Permanente da Pós-Graduação em História (cursos de Mestrado e Doutorado) no INHIS/UFU (Instituto de História) e no Corpo Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação (cursos de Mestrado e Doutorado) na FACED/UFU (Faculdade de Educação), Linha Trabalho, Sociedade e Educação (TSE). Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil e História Oral, atuando principalmente nos seguintes temas: experiências sociais, trabalho, modos de vida e cultura de trabalhadores.

Citas

ALVES, Giovanni. O novo (e precário) mundo do trabalho: reestruturação produtiva e crise do sindicalismo. São Paulo. Boitempo, 2005.

ANTUNES, Ricardo. Adeus ao Trabalho? Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 7a. ed. ampl. – São Paulo: Cortez; Campinas, SP: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 2000.

BERNARDO, Márcia Hespanhol. Trabalho duro, discurso flexível: uma análise das contradições do toyotismo a partir da vivência de trabalhadores. São Paulo. Editora Expressão Popular, 2009.

BRAGA, Ana Cristina Gazolla. Uma análise do processo de privatização brasileiro, com ênfase no setor siderúrgico, 1996, http://hdl.handle.net/10438/8146, consultado em 20 jan. de 2015.

BRAGA, Ruy. A política do precariado: do populismo à hegemonia lulista. São Paulo. Boitempo, 2012.

CARDOSO, Adalberto Moreira. A década neoliberal e a crise dos sindicatos no Brasil. São Paulo. Editora Boitempo, 2003

CHESNAIS, François. A mundialização do capital. São Paulo. Xamã, 1996.

CHESNEAUX, Jean. Uma outra relação com o espaço e com o tempo. Modernidade-mundo. Petrópolis. Vozes, 1995, pp. 17-40.

DUPAS, Gilberto. Economia global e exclusão social: pobreza, emprego, Estado e o futuro do capitalismo. São Paulo. Paz e terra, 1999.

GORENDER, Jacob. Globalização, tecnologia e relações de trabalho. Revista Estudos Avançados. São Paulo. vol.11, n.29, 1997, pp.311-361.

IANNI, Octavio. Teorias da globalização. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995.

IANNI, Octavio. A dialética da globalização: Modernidade-Mundo. Teorias da Globalização. 2.o ed. RJ: Civilização Brasileira, 1996.

JASPER, James Macdonald. Protesto: uma introdução aos movimentos sociais. 1ª ed. Rio de Janeiro. Zahar, 2014.

MESZÁROS, István. Para além do capital. Campinas. Editora da Unicamp, 2002.

MORAIS, Sérgio Paulo. Memórias em disputa: Globalização, trabalho industrial e pautas sindicais (1990-2015). Revista História & Perspectivas, UFU, Uberlândia. v. 1, 2016, pp. 211-240.

PORTELLI, Alessandro. História oral: Uma relação dialógica. In. História Oral como arte da escuta. São Paulo. Letra e Voz, 2016, pp.09-26.

PORTELLI, Alessandro. Memória e Globalização. A Luta Contra o Fechamento da Thyssen-Krupp em Terni, 2004-2005. In. BOSI, Antônio de Pádua; VARUSSA, Rinaldo José (org.). Trabalhadores e trabalhadores na contemporaneidade: Diálogos Historiográficos. Cascavel, Edunioeste/Capes, 2011, pp: 17-36.

PORTELLI, Alessandro. História Oral como Gênero. Revista Projeto História, PUC- SP, São Paulo, n. 22, 2001, pp. 9-36.

PORTELLI, Alessandro. A filosofia e os fatos: narração, interpretação e significado nas memórias e nas fontes orais. Tempo, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, 1996, pp. 59-72.

ROSENTHAL, Gabriele. Pesquisa social interpretativa: uma introdução. Tradução de Tomás da Costa. Porto Alegre: Edipucrs, 2014.

SANTOS, Boaventura de Sousa (Org). A globalização e as ciências sociais. São Paulo, Cortez, 2002.

SHARPE, Jim. A História vista de baixo. In. BURKE Peter (org.). A Escrita da História: Novas Perspectivas. São Paulo. Editora da UNESP, 1992. pp: 39-64.

SINGER, André. Os sentidos do Lulismo: reforma gradual e pacto conservador. São Paulo. Companhia das Letras, 2012

TOMIZAKI, Kimi. “Socializar para o trabalho operário: o Senai-Mercedes-Benz”. Rio de Janeiro. Revista Tempo Social. 2008, vol.20, n.1, pp. 69-94.

WILLIAMS, Raymond. Marxismo e Literatura. Rio de Janeiro. Zahar, 1979.

WOOD, Ellen Meiksins. Democracia contra capitalismo. São Paulo. Boitempo Editorial, 2003. pp. 73-98

Publicado

2018-11-19

Cómo citar

MORAIS, Sérgio Paulo. Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Luzia (1998-2011) História oral, memórias operárias e trabalho em modificação. OPSIS, Goiânia, v. 18, n. 2, 2018. DOI: 10.5216/o.v18i2.51576. Disponível em: https://periodicos.ufcat.edu.br/index.php/Opsis/article/view/51576. Acesso em: 10 jun. 2026.

Número

Sección

Dossiê: O Mundo do Trabalho na Sociedade Contemporânea