“Antes que o mal cresça, diz o velho adágio, convèm suprimi-lo”: organizações dos trabalhadores rurais e repressão no interior paulista (1961-1964)
DOI:
https://doi.org/10.61470/opsisinhcsufcat.v23i1.74906Resumo
O presente texto tem como objetivo analisar a luta dos trabalhadores rurais por melhores condições de vida e trabalho, bem como as ações de repressão aos movimentos sociais no interior paulista no golpe de 1964. Investigamos o processo de construção de sindicatos em pequenas cidades, abordando as entendidas de Palmital/SP e a atuação de pessoas inseridas em uma rede sindical que interligava a região do Médio Paranapanema, na divisão entre os estados de São Paulo e Paraná. Por meio das atuações de sujeitos que atuaram no período, buscamos refletir sobre as resistências do movimento rural e as opressões e coerções promovidas por discursos, imaginários e ações, além de suas implicações na manutenção das desigualdades. A concepção de redes sociais será utilizada como metodologia inserida na micro-história, pois o mapeamento das relações pode revelar fios condutores para as ações dos trabalhadores rurais e dos agentes repressores, conectando aspectos biográficos às tessituras das sociabilidades. Por fim, parte do nosso percurso compreenderá o impacto do golpe e das perseguições na política que estava sendo construída e na perpetuação do corporativismo das elites locais. As fontes utilizadas incluem documentos do Banco de Dados Memórias Reveladas, do Projeto Brasil: Nunca Mais, do acervo do Centro de Documentação e Pesquisa Histórica da Universidade Estadual de Londrina, do Arquivo Público do Estado de São Paulo e do Arquivo Público do Estado do Paraná.