O SIGNO MARGINAL NA CONSTRUÇÃO DO ENUNCIADO CRÍTICO NA PRODUÇÃO ARTÍSTICA DE EMICIDA
Palavras-chave:
Círculo de Bakhtin, enunciado, signo, marginal, EmicidaResumo
Neste trabalho, analisamos de forma descritiva e interpretativa um recorte de enunciados a partir de letras de músicas que compõe o álbum O glorioso retorno de quem nunca esteve aqui (2013), de Emicida, eleitos por conter posicionamentos críticos relativos à realidade social do negro na sociedade contemporânea. Esses enunciados foram analisados a partir da teoria dialógica da linguagem, do Círculo de Bakhtin, traçando possíveis relações entre a noção de enunciado e os conceitos elaborados pelos pensadores russos do Círculo de Bakhtin como arte e vida, diálogo, enunciado, exotopia, cronotopo, reflexo e refração e signo ideológico. Dessa forma, analisamos o lugar que o sujeito-enunciador Emicida enuncia, pois, a construção do enunciado crítico de suas letras coloca em confronto o lugar que o sujeito marginal enuncia em uma dada realidade. Assim posto, procuramos notar como esse novo marginal, que conquistou um lugar econômico e social por meio de sua arte, mas que não se desvencilha do ser marginal, não abandonando o seu lugar de pertencimento (lugar de pobre, negro e favelado), aparece nos enunciados críticos da produção de Emicida.






