A FORÇA DA LOUCURA
OS HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS E OS REFORMATÓRIOS NO PROCESSO DE LEGITIMAÇÃO DA REPRESSÃO DURANTE A DITADURA CIVIL-MILITAR BRASILEIRA
DOI :
https://doi.org/10.61470/cadis.v1i2.75509Mots-clés :
História da loucura, Arqueogenealogia, Ditadura Civil-Militar Brasileira, Loucura políticaRésumé
Neste artigo, nos valemos das comemorações em torno dos 60 anos da obra História da loucura, de Michel Foucault, ocorridas no ano de 2021, para aprofundar as reflexões em torno do projeto foucaultiano e propor uma análise acerca da produção da loucura durante a Ditadura Civil- Militar Brasileira. Ancorados na perspectiva arqueogenealógica, buscamos compreender a produção da “loucura política” e do “louco político” tendo em vista a relação entre resistência política/social e loucura pelas formas de encarceramento em manicômios e reformatórios/campos de concentração. A partir da análise de um conjunto de enunciados, que contempla relatos de vítimas, documentos produzidos pela repressão e obras acadêmicas e jornalísticas, identificamos e delimitamos no interior de um dispositivo repressivo três formas de “louco político”: o “louco subversivo vítima da tortura”, o “louco subversivo” e o “louco desviante [entrave]”.






