A ÉTICA DO VIVER E A CAPTAÇÃO BIOPOLÍTICA
Palabras clave:
subjetivação, ética, cuidado de siResumen
O presente trabalho objetiva discutir formas de existências contemporâneas ligadas ao exercício de poder sobre a vida que se materializam em práticas, projetos e programas institucionais cujo objetivo consiste na preservação do humano por meio da extinção de riscos de morte. Para tanto, discute-se, em Foucault (2006, 2005, 2002, 1995), as formas de poder que orientam os processos de subjetivação e observa-se que o biopoder é exercido tomando a vida como estratégia. Discute-se, também, o corpo como objeto de poder-saber e de materialidade da produção de subjetividades a partir dos trabalhos de Prado Filho e Trisotto (2008), Woodward (2007) e Guimarães (2005). Conclui-se que, quando o controle sobre a vida passa pela captura das subjetividades, confere-se ao corpo a capacidade de materializar formas de existências decorrentes de escolhas e do posicionamento que o sujeito assume diante das normalizações.






