A ÉTICA DO VIVER E A CAPTAÇÃO BIOPOLÍTICA

Autores

  • Cristina Batista de Araújo Docente da Universidade Federal de Mato Grosso, Pesquisadora do Grupo LIMIAR/UFMT – Estudos de Linguagem e Mídia/CNPq

Palavras-chave:

subjetivação, ética, cuidado de si

Resumo

O presente trabalho objetiva discutir formas de existências contemporâneas ligadas ao exercício de poder sobre a vida que se materializam em práticas, projetos e programas institucionais cujo objetivo consiste na preservação do humano por meio da extinção de riscos de morte. Para tanto, discute-se, em Foucault (2006, 2005, 2002, 1995), as formas de poder que orientam os processos de subjetivação e observa-se que o biopoder é exercido tomando a vida como estratégia. Discute-se, também, o corpo como objeto de poder-saber e de materialidade da produção de subjetividades a partir dos trabalhos de Prado Filho e Trisotto (2008), Woodward (2007) e Guimarães (2005). Conclui-se que, quando o controle sobre a vida passa pela captura das subjetividades, confere-se ao corpo a capacidade de materializar formas de existências decorrentes de escolhas e do posicionamento que o sujeito assume diante das normalizações.

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Publicado

2026-06-19

Como Citar

Araújo, C. B. de. (2026). A ÉTICA DO VIVER E A CAPTAÇÃO BIOPOLÍTICA. Cadernos Discursivos, 2(1), 114–126. Recuperado de https://periodicos.ufcat.edu.br/index.php/cadis/article/view/75427