Quilombo do Rosa: território de compartilhantes e resistência à “modernização”
DOI:
https://doi.org/10.61470/o.v22i2.74798Resumo
Este artigo versa sobre as condições e estratégias de reprodução socioeconômica e territorial do Quilombo do Rosa, comunidade localizada na zona rural do município de Macapá, Amapá. A reflexão centra-se nas relações que a comunidade quilombola desenvolve com a natureza, enquanto mais uma compartilhante. Os dados foram obtidos por meio de etnografia junto à comunidade, realizada nos anos de 2017 a 2019. A modernização do território, aqui entendida como colonialidade, afeta diretamente a territorialidade quilombola ali vivenciada. A existência de condições de possibilidade para o exaurimento de tudo que é necessário no território e o silenciamento da legislação sobre essas condições reproduzem-se como estratégias silenciosas do colonialismo, para inviabilizar a existência desse modo de vida outro, representado, enquanto resistência, na autogestão contracolonial territorial do Rosa.
Palavras-Chave: Colonialidade; Quilombo do Rosa; Amazônia setentrional; Contracolonialidade.