AS RELÍQUIAS CRISTÃS E A APROPRIAÇÃO SIMBÓLICA DO TERRITÓRIO

Autores

  • Renata Cristina de Sousa Nascimento UFG/ UEG/ PUC-GO

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v18i1.47391

Palavras-chave:

relíquias, memória, sacralização.

Resumo

A questão das fronteiras e/ou delimitação de limites territoriais se constituíram, desde sempre, em campos de tensão. No contexto ibérico medieval as vivências e os processos de deslocamento espaço- temporais estiveram envolvidos nas dinâmicas expressas nos confrontos entre cristãos e muçulmanos, e também entre os próprios reinos cristãos. A historiografia tem se debruçado há tempos sobre estas temáticas, sofrendo um processo de constante reelaboração. Para a compreensão desta experiência múltipla, de definição e redefinição fronteiriça, entre reinos e cidades, deve-se levar também em consideração a busca pela sacralização do território. Para que este processo se efetivasse foi necessária à introdução de signos identitários que fortalecessem a memória das populações, inserindo-as no ambiente em que viviam. Neste texto temos a pretensão de discutir o papel exercido pelas relíquias cristãs enquanto fatores de referência, tendo função eficiente também na ocupação do espaço geográfico. Para tanto elencamos a importância do Santo Lenho de Marmelar, relíquia simbólica, que contribuiu para fomentar o prestígio da região do Alentejo, em um contexto complexo, de ocupação de fronteiras.

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Biografia do Autor

Renata Cristina de Sousa Nascimento, UFG/ UEG/ PUC-GO

Doutora em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) Participante do NEMED (Núcleo de Estudos Mediterrânicos- UFPR) Professora da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (Mestrado em História)

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Publicado

2018-05-09

Como Citar

NASCIMENTO, Renata Cristina de Sousa. AS RELÍQUIAS CRISTÃS E A APROPRIAÇÃO SIMBÓLICA DO TERRITÓRIO. OPSIS, Goiânia, v. 18, n. 1, p. 142–153, 2018. DOI: 10.5216/o.v18i1.47391. Disponível em: https://periodicos.ufcat.edu.br/index.php/Opsis/article/view/47391. Acesso em: 6 jun. 2026.

Edição

Seção

Dossiê: Os Usos da Memória: Representações do Passado nas Fontes Medievais