Nas fronteiras da militância entre o Brasil e o Chile DOI10.5216/o.v14i1.28608
DOI:
https://doi.org/10.5216/o.v14i1.28608Palavras-chave:
Correspondência, Clandestinidade, Regime Militar, Brasil/ChileResumo
Com o golpe de estado que implantou uma ditadura civil-militar no Brasil, em 1964, as organizações de esquerda foram decretadas ilegais. Entretanto, seus militantes e simpatizantes enfrentaram os autoritarismos pelos movimentos de contestação, ou pela luta armada, quando se intensificou a repressão política contra os opositores do regime ditatorial. Na dinâmica das ações políticas se incluía a vida clandestina como forma de sobrevivência das lutas e dos militantes. Nessa perspectiva, este texto analisa a experiência de militância de esquerda da então estudante mato-grossense Jane Vanini que, como outros tantos militantes, acreditou ser possível construir o mundo das igualdades sociais. Boa parte de suas vivências ficou registrada em correspondências enviadas do Chile (1972-1974) à família que residia no Brasil, revelando valores e tradições vigentes na época. Os conteúdos noticiados dão relevo às escolhas e paixões políticas, utopias, vitórias e até fracassos, desencantos e derrotas de homens e mulheres que construíram vivências nas dimensões e teias dos projetos revolucionários. O sentido de escrever cartas dá visibilidade às circunstâncias que não foram ditas e nem foram escritas, porém a relação que elas estabeleciam entre a remetente e seus correspondentes revelam mundos plurais e vidas singulares que a militante construiu num tempo muito especial: a clandestinidade.Downloads
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Publicado
2014-09-01
Como Citar
SOUSA ARAÚJO, Maria Socorro. Nas fronteiras da militância entre o Brasil e o Chile DOI10.5216/o.v14i1.28608. OPSIS, Goiânia, v. 14, n. 1, p. 159–179, 2014. DOI: 10.5216/o.v14i1.28608. Disponível em: https://periodicos.ufcat.edu.br/index.php/Opsis/article/view/28608. Acesso em: 26 maio. 2026.
Edição
Seção
Dossiê 50 anos do Golpe: poder, cultura e ideologia no Brasil e América Latina