A construção autoritária do regime civil-militar no Brasil: Doutrina de Segurança Nacional e Atos Institucionais (1964-1969) DOI10.5216/o.v14i1.28996

Autores

  • Victor Leandro Chaves Gomes Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ
  • Hélio de Lena Centro Universitário de Volta Redonda/UniFOA, volta Redonda, RJ

DOI:

https://doi.org/10.5216/o.v14i1.28996

Palavras-chave:

Ditadura Militar Brasileira, Doutrina de Segurança Nacional, Atos Institucionais, Estado Burocrático-Autoritário.

Resumo

Com a derrubada do governo constitucional do presidente João Goulart, em 1964, e o abrupto processo intervencionista, iniciava-se o ciclo militarista que marcaria em definitivo a história do Brasil. Apesar de ter sido o precursor dos governos militares latino-americanos, muitas interpretações passaram a analisar o regime militar brasileiro não no que ele tinha de específico, o que era particular das instituições militares, mas sim em suas semelhanças genéricas com os demais países do continente onde existia o predomínio das Forças Armadas. A partir de 1964 os militares e os tecnocratas assumem o centro real e formal do poder político, bem como o processo de decisão e execução das políticas públicas no Brasil. Considerando sua estrutura organizacional, em que prevalecem os princípios de hierarquia, disciplina e missão, os militares brasileiros se definem como os mais aparelhados para responder pelo destino do país, cuja proteção está sob a égide do Estado de segurança. Esta certeza do melhor preparo das Forças Armadas para governar repousa na convicção de que os militares estão acima dos interesses individuais e de grupos. Pretendemos analisar aqui a Doutrina de Segurança Nacional enquanto imprescindível para a implementação e a difusão de uma nova ideologia que corrobora para a edificação de um Estado de perfil Burocrático-Autoritário (conceito cunhado pelo cientista político Guillermo O’Donnell), bem como os Atos Institucionais enquanto legitimadores de uma prática política genuinamente militar.

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Biografia do Autor

Victor Leandro Chaves Gomes, Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ

Professor Adjunto de Ciência Política do Departamento de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais (DEI), vinculado ao Instituto de Estudos Estratégicos (INEST) da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Hélio de Lena, Centro Universitário de Volta Redonda/UniFOA, volta Redonda, RJ

Doutor em Ciências Sociais com ênfase em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade pelo CPDA/UFRuralRJ (2007), Mestrado em História pela Universidade Severino Sombra (1999) e graduação em História pela Fundação Educacional Rosemar Pimentel (1995). Pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor titular do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA).

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Publicado

2014-09-01

Como Citar

GOMES, Victor Leandro Chaves; LENA, Hélio de. A construção autoritária do regime civil-militar no Brasil: Doutrina de Segurança Nacional e Atos Institucionais (1964-1969) DOI10.5216/o.v14i1.28996. OPSIS, Goiânia, v. 14, n. 1, p. 79–100, 2014. DOI: 10.5216/o.v14i1.28996. Disponível em: https://periodicos.ufcat.edu.br/index.php/Opsis/article/view/28996. Acesso em: 14 maio. 2026.

Edição

Seção

Dossiê 50 anos do Golpe: poder, cultura e ideologia no Brasil e América Latina