ESTUDO DA COLEÇÃO “BIBLIOTECA DAS MOÇAS”: A FORMAÇÃO DE JOVENS POR MEIO DA BOA LEITURA DOI: 10.5216/lep.v18i1.35041
DOI:
https://doi.org/10.5216/lep.v18i1.35041Abstract
A análise dos romances da Coleção “Biblioteca das Moças” revela como seus componentes narrativos refletiam as aspirações da burguesia brasileira de 1940-50. Publicada pela Companhia Editora Nacional a partir de 1926, a Coleção foi uma das responsáveis pelo crescimento da editora, que ocupou a primazia no mercado nacional na década de 40. A escolha dos títulos da “Biblioteca” decorreu da demanda de livros para um público específico, composto por meninas e jovens da burguesia; a representação da leitora ideal feita pela editora não consideraria as expectativas do público em primeiro lugar, porque priorizava as dos responsáveis pela sua formação socioeducacional, como a família e a escola. A Coleção, formadora do gosto literário de jovens, atendeu à demanda de leitura edificante até meados de 50; nesse sentido, a “Biblioteca das Moças” foi também um dispositivo de controle do comportamento feminino.
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