A INVISIBILIDADE DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS NA RETOMADA DA ATIVIDADE TURÍSTICA
ANÁLISE DAS MATERIALIDADES DISCURSIVAS
DOI:
https://doi.org/10.61470/cadis.v1i2.75520Palavras-chave:
povos tradicionais, covid-19, políticas, turismo, análise discursivaResumo
Este artigo analisou o contexto de pandemia sob o viés da atividade turística e, mais especificamente, a partir dos discursos oficiais e da representação das comunidades tradicionais. O território de estudo compreendeu a região sul do Pantanal de Mato Grosso do Sul/Brasil. A metodologia utilizada se ancorou nos estudos do Círculo de Bakhtin, a partir da análise dialógica da linguagem, tomando como recurso concreto de análise as materialidades discursivas de documentos oficiais emitidos durante a pandemia e estabelecendo relação com alguns discursos não oficiais. Os resultados apontaram no discurso oficial, a priorização de ações para os setores já consolidados do turismo, invisibilizando questões sociais. Já no discurso "não oficial", sinalizou a necessidade de institucionalizar a comunicação e intervenção com e para as comunidades tradicionais no que se refere aos espaços oficiais de governança do turismo; como também o de construir, com elas, políticas e estratégias interculturais de proteção aos povos, as quais sejam mais específicas e inclusivas, no que tange ao sistema produtivo do turismo no estado frente ao avanço do novo coronavírus; permitindo assim, ecoar a diversidade presente nos seus territórios.






