DISCURSOS SOBRE A HISTÓRIA DA LOUCURA DE CAMILLE CLAUDEL NA ESCULTURA/ESCRITA DE SI
DOI:
https://doi.org/10.61470/cadis.v1i2.75510Palabras clave:
Camille Claudel, Foucault, história das mulheresResumen
Ancorados nos Estudos Discursivos Foucaultianos, propomo-nos retornar à História da Loucura, de Foucault, com vistas a analisarmos discursos que fomentaram a loucura, interdição e o consequente apagamento da escultora francesa Camille Claudel (1864-1943), hoje reconhecida e aclamada por sua genialidade e talento. Tomamos como material de análise (i) uma de suas esculturas - Perseu e a Górgona (1902), na qual ela se representa decapitada no lugar da Medusa; e (ii) uma carta que escreveu a sua mãe quando, já confinada mediante uma internação compulsória, clamava por liberdade. Ambas as materialidades apontam para uma mulher que não pôde ser, em um tempo sócio-histórico em que a loucura se definia à luz das experiências sociais. Camille não correspondia ao ideário de virtudes e comportamentos de uma mulher de seu tempo.






