O DISCURSO PANDÊMICO E A ARGUMENTAÇÃO PARLAMENTAR DE UMA SENADORA NA CPI DA PANDEMIA
REJEIÇÃO E CRÍTICA DA POLÍTICA SANITÁRIA DO GOVERNO
DOI:
https://doi.org/10.61470/cadis.v1i2.75518Palavras-chave:
Nova Retórica, Interdisciplinaridade, DialogismoResumo
Este artigo busca apresentar a Nova Retórica como teoria dos auditórios retóricos e aproximá-la da concepção de Bakhtin/Volochinov sobre o papel do interlocutor na enunciação. Essa abordagem comparada entre ambas as teorizações permite-nos analisar a retórica parlamentar da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) no dia da votação do relatório final da CPI da pandemia. Esse discurso constrói seu auditório de acordo com intenções argumentativas bastante específicas, tomando como objeto de acordo ora o real universal ora o preferível particular. A partir das análises desses objetos de acordo, é possível observarmos o funcionamento da argumentação como produtora de ações, mais do que como produtora de efeitos meramente intelectuais. Por fim, esses resultados permitem-nos concluir sobre a proximidade entre as teorizações de Perelman e Olbrechts-Tyteca e de Bakhtin/Volochinov como abordagens dialógicas e sociais acerca do funcionamento da linguagem e, principalmente, destacar o papel da retórica feminina (da voz, como disse a senadora Eliziane) para o processo de transformação da realidade social.






