A CRUZ, O ESTETOSCÓPIO E A PESTE
UMA ANÁLISE DISCURSIVA DA PROJEÇÃO QUE PARAMENTOU CRISTO COMO UM MÉDICO
DOI:
https://doi.org/10.61470/cadis.v2i1.75491Palavras-chave:
cuidado-de-si, Covid-19, Análise do Discurso FrancesaResumo
Servimo-nos de alguns conceitos legados de Nietzsche (1993; 2013; 2016, 2017a, 2017b) desenvolvidos por sucessores como Foucault (1996; 2012; 2016) e Deleuze (2013; 2017) no intento de exercer uma breve análise de uma projeção imagética realizada na estátua do Cristo Redentor em março de 2020, tomada como enunciado (FOUCAULT, 2008), emergente no espaço colateral (DELEUZE, 2013) dos enunciados conservadores do governo federal brasileiro no contexto de COVID-19. Buscamos apreender alguns efeitos de sentido bem como as linhas de força constitutivas de: a) Jesus Cristo paramentado como médico; b) a inscrição do lexema “obrigado” e alguns de seus equivalentes lexicais. A singularidade do sentido proposta na multiplicidade dos fenômenos aponta para duas maneiras de proteção ao Estado: em uma, exaltam-se os recursos humanos atrelados às preconizações sanitárias ladeada por práticas progressistas; em outra, os recursos materiais e patrimoniais de modo conservador e reacionário.






