A CRUZ, O ESTETOSCÓPIO E A PESTE

UMA ANÁLISE DISCURSIVA DA PROJEÇÃO QUE PARAMENTOU CRISTO COMO UM MÉDICO

Autores

  • Daniel Perico Graciano Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de São Carlos (PPGL/UFSCar)
  • Evandro José Paschoalino Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de São Carlos (PPGL/UFSCar)
  • Julio César Ribeiro dos Santos Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de São Carlos (PPGL/UFSCar)

DOI:

https://doi.org/10.61470/cadis.v2i1.75491

Palavras-chave:

cuidado-de-si, Covid-19, Análise do Discurso Francesa

Resumo

Servimo-nos de alguns conceitos legados de Nietzsche (1993; 2013; 2016, 2017a, 2017b) desenvolvidos por sucessores como Foucault (1996; 2012; 2016) e Deleuze (2013; 2017) no intento de exercer uma breve análise de uma projeção imagética realizada na estátua do Cristo Redentor em março de 2020, tomada como enunciado (FOUCAULT, 2008), emergente no espaço colateral (DELEUZE, 2013) dos enunciados conservadores do governo federal brasileiro no contexto de COVID-19. Buscamos apreender alguns efeitos de sentido bem como as linhas de força constitutivas de: a) Jesus Cristo paramentado como médico; b) a inscrição do lexema “obrigado” e alguns de seus equivalentes lexicais. A singularidade do sentido proposta na multiplicidade dos fenômenos aponta para duas maneiras de proteção ao Estado: em uma, exaltam-se os recursos humanos atrelados às preconizações sanitárias ladeada por práticas progressistas; em outra, os recursos materiais e patrimoniais de modo conservador e reacionário.

Biografia do Autor

Julio César Ribeiro dos Santos, Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de São Carlos (PPGL/UFSCar)

Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de São Carlos (PPGL/UFSCar). Membro do Grupo de Pesquisa LEETRA-CNPq. Agência de fomento: CAPES.

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Publicado

2026-06-24

Como Citar

Graciano, D. P., Paschoalino, E. J., & Santos, J. C. R. dos. (2026). A CRUZ, O ESTETOSCÓPIO E A PESTE: UMA ANÁLISE DISCURSIVA DA PROJEÇÃO QUE PARAMENTOU CRISTO COMO UM MÉDICO. Cadernos Discursivos, 2(1), 111–126. https://doi.org/10.61470/cadis.v2i1.75491