CONSTRUÇÃO DISCURSIVA DA HOMOSSEXUALIDADE EM “ME CHAME PELO SEU NOME”, DE LUCAS GUADAGNINO
Palavras-chave:
Discurso, Identidade, Homossexualidade, CorpoResumo
Analisamos, neste artigo, a construção discursiva da homossexualidade na trama narrativa de “Me chame pelo seu nome”, dirigido por Lucas Guadagnino. Para tanto, inscrevemo-nos no campo da Análise do Discurso Francesa, estabelecendo um diálogo entre autores como Foucault (2013), Albuquerque Júnior (2010, 2014) e Figueira-Borges (2018). Para delimitação do corpus, criamos um dispositivo de análise com base no recorte de cenas que propiciam uma discursivização do corpo gay. Evidencia-se, no desenvolver da análise, que o corpo gay emerge e é discursivizado através do “olhar”, do “toque” e do “cheiro”, que provocam efeitos e deslizes de sentido, bem como oportuniza problematizar questões referentes à identidade (Hall, 2015) de Elio e Oliver na trama narrativa do filme. Esses sujeitos se constituem e se delineiam sob uma perspectiva heteronormativa no que concerne ao corpo gay na sociedade.






