A MEMÓRIA CONFLITUOSA EM “DIÁRIO DA QUEDA” DOI: 10.5216/lep.v18i1.35036
DOI:
https://doi.org/10.5216/lep.v18i1.35036Resumo
O artigo analisa do romance “Diário da queda” (2011), de Michel Laub, a partir de reflexões sobre a construção da memória tanto no sentido micro (as experiências pessoais do narrador) como no macro (as questões históricas referentes à origem judaica desse narrador). Inicialmente, analisa-se a relação entre as experiências do autor e a realidade do narrador, no sentido de discutir o teor autobiográfico da obra. A partir daí, passa-se a investigar como um fato pessoal pode levar o narrador a mergulhar na realidade histórica de seu povo, e também o inverso, ou seja, como a história de um povo pode influenciar nas reflexões a respeito de um fato estritamente pessoal. Além disso, o artigo discute o romance sob a perspectiva do processo de “desterritorialização” do sujeito pós-moderno do final do século XX, não penas sob uma perspectiva de pertencimento local mas também no sentido estético, e o surgimento, no início do século XXI, do chamado Pós-Pós-Modernismo como um momento de resgate das categorias literárias.
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