AS FRONTEIRAS INTERNAS DO BRASIL

THE INTERNAL BORDERS OF BRAZIL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70261/er.v25i2.74700

Resumo

Este artigo tem como objetivo realizar uma reflexão sobre a temática das fronteiras internas do Brasil.
Quando se fala em fronteiras vem logo a ideia de limite entre uma coisa e outra. No entanto, a
definição de Fronteira é algo bem mais complexa. Deste modo ao se trabalhar com Fronteiras deve
ficar claro essa separação entre limite e fronteira, de forma que não haja dúvidas entre uma e outra
definição. No caso de Brasil o Tratado de Tordesilhas foi a primeira fronteira do país, estabelecida
mesmo antes do seu descobrimento. O estabelecimento das Capitanias Hereditárias em 1530
constituiu, então em mais fronteiras para um território recém-descoberto e totalmente desconhecido
pelo europeu. Os ciclos do pau-brasil, cana-de-açúcar, mineração e café contribuíram para a efetiva
ocupação do território, mas as políticas públicas via planejamento estatal foram, de certa forma, as
responsáveis pela integração de grande parte das áreas de vazios demográficos ao território brasileiro.
É evidente a existência de Fronteiras dentro de outras Fronteiras, prova disso é a região Sudeste que
pelas suas características de ocupação e povoamento se desdobrou em várias zonas diferentes de
riqueza e pobreza, desenvolvimento e atraso. Isso pode ser visto ao observarmos os dados divulgados
pela ONU e pelo IPEA que mostra o Brasil com zonas de altíssimos desenvolvimentos, iguais aos dos
países de primeiro mundo aliado a níveis médios, baixos e baixíssimos.

Biografia do Autor

João Donizete Lima, Universidade Federal de Catalão - Instituto de Geografia - IGEO

Professor junto a Unidade Acadêmica Especial Instituto de Geografia - U.A.E.IGEO da Regional Catalão da Universidade Federal de Goiás, atuando principalmente nas áreas de Cartografia, Sensoriamento Remoto, Geoprocessamento, Geomorfologia Fluvial, Recursos Hidricos e Residuos Sólidos Urbanos.

Referências

Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Radiografia do Comércio Exterior Brasileiro: passado, presente e futuro. Rio de Janeiro: AEB, 2012.

BECKER, B. K. (1990). Amazônia. São Paulo: Ática.

BECKER, B. K. Tendências de Transformação do Território no Brasil. Vetores e Circuitos. In: Revista Território. Rio de Janeiro: Relume-Dumara, Vol. 1, nº 2 (jan. /jul. 1997).

DEMANGEOT, J. (1974). O Continente Brasileiro. Trad. Octávio Mendes Cajado. São Paulo: DIFEL. 191 p.

IBGE - INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas Nacional do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE. 1966.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Contas Regionais do Brasil 2020. Rio de Janeiro: IBGE. 2020. Contas Nacionais.

MACHADO, L. O. (2000). Limites e Fronteiras: da alta diplomacia aos circuitos da ilegalidade. In: Revista Território. Rio de Janeiro: LAGET/UFRJ, ano V, nº 8 (Jan. /Jun. 2000).

MARTIN, A. R. (1992). Fronteiras e Nações. São Paulo: Contexto (coleção Repensando a Geografia).

MIYAMOTO, S. (1995). Geopolítica e Poder no Brasil. Campinas-S.P: Papirus - (Coleção Estado e Política). 275 p.

PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Relatório do Desenvolvimento Humano 2021/2022: Tempos incertos, vidas instáveis: A construir o nosso futuro num mundo em transformação. 1 UN Plaza, New York, NY 10017 USA. 320 p.

Downloads

Publicado

01.08.2024

Como Citar

LIMA, João Donizete. AS FRONTEIRAS INTERNAS DO BRASIL: THE INTERNAL BORDERS OF BRAZIL. Espaço em Revista, Catalão, v. 25, n. 2, p. 187–209, 2024. DOI: 10.70261/er.v25i2.74700. Disponível em: https://periodicos.ufcat.edu.br/index.php/espaco/article/view/74700. Acesso em: 27 maio. 2026.

Edição

Seção

ARTIGOS/ARTICLES