É, MAS NÃO PARECE

O DISCURSO PUBLICITÁRIO IMPLÍCITO EM VÍDEOS VOLTADOS PARA O PÚBLICO INFANTIL

Autores

  • Giselle Maria Sarti Leal Professora Adjunta do Departamento de Letras da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO

DOI:

https://doi.org/10.61470/cadis.v2i1.75494

Palavras-chave:

Análise semiolinguística, Discurso, Publicidade infantil

Resumo

Este artigo propõe a análise da publicidade de experiência diluída em vídeos dirigidos ao público infantil, tendo como principal aparato teórico-metodológico a Teoria Semiolinguística do Discurso, de Patrick Charaudeau, em especial os conceitos de sujeitos sociais e discursivos, do ato linguístico enquanto encenação e do contrato de comunicação. Como recorte de análise, foi selecionado um vídeo do Youtube, do canal dos youtubers mirins Maria Clara e JP, buscando-se refletir acerca da caracterização de prática publicitária abusiva (o anúncio de um brinquedo). Lida-se com conceitos referentes à construção psico-sócio-cognitiva da criança, enquanto sujeito a quem o vídeo se destina, em sua relação com o ambiente e a importância que tem o brinquedo para sua formação, bem como examinam-se os marcos legais que regulam o fazer publicitário. Parte-se da hipótese de que haveria um movimento duplo de implicitude na construção discursiva desse tipo de material propagandístico. A análise identifica lacunas na regulamentação publicitária veiculada na hipermídia, de modo que a publicidade diluída nas narrativas viabilize que as marcas e empresas fiquem longe do alcance da sanção jurídica.

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Publicado

2026-06-24

Como Citar

Leal, G. M. S. (2026). É, MAS NÃO PARECE: O DISCURSO PUBLICITÁRIO IMPLÍCITO EM VÍDEOS VOLTADOS PARA O PÚBLICO INFANTIL. Cadernos Discursivos, 2(1), 163–184. https://doi.org/10.61470/cadis.v2i1.75494