É, MAS NÃO PARECE
O DISCURSO PUBLICITÁRIO IMPLÍCITO EM VÍDEOS VOLTADOS PARA O PÚBLICO INFANTIL
DOI:
https://doi.org/10.61470/cadis.v2i1.75494Palavras-chave:
Análise semiolinguística, Discurso, Publicidade infantilResumo
Este artigo propõe a análise da publicidade de experiência diluída em vídeos dirigidos ao público infantil, tendo como principal aparato teórico-metodológico a Teoria Semiolinguística do Discurso, de Patrick Charaudeau, em especial os conceitos de sujeitos sociais e discursivos, do ato linguístico enquanto encenação e do contrato de comunicação. Como recorte de análise, foi selecionado um vídeo do Youtube, do canal dos youtubers mirins Maria Clara e JP, buscando-se refletir acerca da caracterização de prática publicitária abusiva (o anúncio de um brinquedo). Lida-se com conceitos referentes à construção psico-sócio-cognitiva da criança, enquanto sujeito a quem o vídeo se destina, em sua relação com o ambiente e a importância que tem o brinquedo para sua formação, bem como examinam-se os marcos legais que regulam o fazer publicitário. Parte-se da hipótese de que haveria um movimento duplo de implicitude na construção discursiva desse tipo de material propagandístico. A análise identifica lacunas na regulamentação publicitária veiculada na hipermídia, de modo que a publicidade diluída nas narrativas viabilize que as marcas e empresas fiquem longe do alcance da sanção jurídica.






