PERSPECTIVAS DO SUL SOBRE RAÇA/GÊNERO/SEXUALIDADE
Palavras-chave:
gênero, raça, sexualidade, teoria do sul, lingüística aplicada indisciplinarResumo
Com base nas discussões teóricas atuais sobre a colonialidade do poder/conhecimento, o objetivo deste artigo é investigar um momento específico da história recente da África do Sul - os protestos estudantis que abalaram a Universidade de Witwatersrand, Joanesburgo e, também, o país em 2015. e 2016. O foco específico é colocar em prática tanto as ações dos alunos, bem como o recebimento das performances destes(as) estudantes pela mídia. A partir deste ponto de vista, o artigo ilustra a colonialidade do poder/conhecimento que regula os pontos intersetoriais de nexo de gênero e raça, e cria regimes específicos de inteligibilidade e de ininteligibilidade que elogiam ou descartam atos de fala incorporados semelhantes. Em última análise, os exemplos de protestos estudantis sul-africanos são apresentados no artigo com o objetivo de relançar o projeto da lingüística aplicada indisciplinar (MOITA LOPES, 2006), um empreendimento acadêmico que, entre outras coisas, torna visíveis as complexas inscrições de privilégio/opressão que carregamos como resultado da história colonial.






