A NECROPOLÍTICA COLONIAL DA “IDEOLOGIA DE GÊNERO” NO BRASIL

QUEER COMO UMA QUESTÃO DE SEGURIDADE NACIONAL

Autores

  • Banu Bargu Associate Professor of History of Consciousness at the University of California Santa Cruz (UCSC), USA.
  • Marina Segatti PhD. Student in Feminist Studies at the University of California Santa Cruz (UCSC), USA

Palavras-chave:

Biopolítica, Necropolítica, Queer, Brasil

Resumo

Dado que a chamada “ideologia do gênero” tornou-se recentemente proeminente nos discursos e debates públicos contemporâneos no Brasil, este artigo considera os pressupostos biopolíticos que esses discursos animam no contexto do Queer*. Nosso objetivo é examinar como a questão queer, no contexto brasileiro, historicamente tem sido articulada como uma questão de segurança nacional. Baseando-se nas noções foucaultiana de segurança, críticas biopolíticas e o pensamento feminista decolonial, procuramos desvendar como os mecanismos de poder corporificado são articulados e como essas articulações mantêm e reforçam o conceito tradicional de família, possibilitando a (con)figuração de certos sujeitos como cidadãos adequados, enquanto sujeitos não conformes de gênero são constituídos como “ameaças”. Como dois lados da mesma moeda, a biopolítica (o governo da vida) e a necropolítica (a política da morte) são fundamentais para essa análise.

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Publicado

2026-06-19

Como Citar

Bargu, B., & Segatti, M. (2026). A NECROPOLÍTICA COLONIAL DA “IDEOLOGIA DE GÊNERO” NO BRASIL: QUEER COMO UMA QUESTÃO DE SEGURIDADE NACIONAL. Cadernos Discursivos, 2(1), 12–33. Recuperado de https://periodicos.ufcat.edu.br/index.php/cadis/article/view/75420