Análise longitudinal das notas dos Programas de Pós-Graduação brasileiros: 1998 a 2017

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/rppoi.v20.74109

Palavras-chave:

Pós-Graduação no Brasil, Sistema de Avaliação da Pós-Graduação Brasileira, Critérios de Avaliação., Pesquisa no Brasil.

Resumo

Uma análise longitudinal da pós-graduação brasileira requer situar o processo de sua institucionalização. O marco legal de sua estruturação foi no ano de 1965, mas sua construção e consolidação se vinculam a um conjunto de empreendimentos que antecederam essa data. O Parecer n. 977 de 1965, do Conselho Federal de Educação, homologado e publicado em 1966, conceituou e normatizou os cursos de pós-graduação no Brasil, e o Parecer n. 77 de 1996, do mesmo conselho, estabeleceu as normatizações de organização e credenciamento. Considerando esse histórico, o objetivo deste trabalho é analisar, de forma longitudinal, as notas dos programas de pós-graduação no Brasil (1998-2017). Para isso, foi feita pesquisa bibliográfica e pesquisa longitudinal, utilizando técnicas de estatística descritiva uni e bivariada e de associação entre duas variáveis quantitativas, de dados disponibilizados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, requeridos por solicitação à plataforma Fala.Br. Dentre os resultados, constatou-se que os programas mais antigos tendem a apresentar as melhores notas, e que a pós-graduação tem contribuído para a formação qualificada de recursos humanos, bem como desenvolvimento de produção científica e  inovação no país.

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Biografia do Autor

Chaiane de Medeiros Rosa, Universidade Federal de Goiás

Pós-Doutorado em Educação na Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus Araraquara (2017). Doutora em Educação Escolar pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus Araraquara (2016). Mestra em Educação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), câmpus Catalão (2013). Graduada em Licenciatura Plena em Letras - Português, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), câmpus Catalão (2009). Técnica em Assuntos Educacionais na UFG.

Eder Angelo Milani, Universidade Federal de Goiás

Possui graduação em Bacharelado em Matemática Aplicada e Computacional pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2008) e mestrado em Estatística pela Universidade Federal de São Carlos (2011) e doutorado em Estatística na Universidade Federal de São Carlos (2016).  É professor no Instituto de Matemática e Estatística da Universidade Federal de Goiás. Tem experiência na área de Probabilidade e Estatística, atuando principalmente nos seguintes temas: análise de sobrevivência e séries temporais.

Amanda Buosi Gazon Milani, Universidade Federal de Goiás

Possui graduação em Bacharelado em Matemática Pura (2009) pelo Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (UNESP - Campus São José do Rio Preto). É Mestre em Matemática, área de Topologia Algébrica, pelo Programa de Pós Graduação em Matemática do mesmo instituto (2012). É Doutora em Estatística pelo do Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Estatística (ICMC-USP e UFSCar), atuando nas seguintes áreas: Análise de Dados Funcionais, com aplicação a dados da marcha humana, Análise de Séries Temporais para modelos com distribuição não Gaussiana, Análise de Sobrevivência e Confiabilidade. Atualmente é Professora Efetiva no Departamento de Matemática e Estatística da Universidade Federal de Goiás (UFG). 

Ana Maria Gonçalves, Universidade Federal de Catalão

Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Goiás (1991), mestrado em Educação Escolar Brasileira pela Universidade Federal de Goiás (1998) e doutorado em Educação Escolar pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2004). Pós-doutorado em História da Educação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2017). Professora Titular da Universidade Federal de Catalão. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em História da Educação e Políticas Educacionais.

Referências

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Publicado

2022-12-31