UM “DESESPAÇO” DA DOR EM “GRAMÁTICA EXPOSITIVA DO CHÃO” DE MANOEL DE BARROS

Autores/as

  • Jones Dari Goettert UFGD

DOI:

https://doi.org/10.5216/er.v14i2.21110

Resumen

De “Gramática Expositiva do Chão”, de Manoel de Barros, sugere-se aqui a ideia de um espaço absolutamente espedaçado, diluído e em desvario, insinuando-se, por isso, como um “desespaço”. Um espaço impossível de compreensão a partir de uma lógica e de uma ética-estética da plena conexão, totalidade ou racionalidade linear-cartesiana. Como “desespaço”, a poética de Manoel de Barros transita entre o cubismo, o surrealismo, o dadaísmo e “metades” de gentes, bichos e coisas de uma natureza feita também em pedaços. Das “metades” uma poesia da dor eclode. Partidos ao meio, gentes, bichos e coisas tendem a uma perda irreparável e insuperável, em um “desespaço” para sempre mutilado.

Biografía del autor/a

Jones Dari Goettert, UFGD

Geografia; Geografia da População; Geografia e Cultura.

Publicado

2012-12-21

Cómo citar

GOETTERT, Jones Dari. UM “DESESPAÇO” DA DOR EM “GRAMÁTICA EXPOSITIVA DO CHÃO” DE MANOEL DE BARROS. Espaço em Revista, Catalão, v. 14, n. 2, 2012. DOI: 10.5216/er.v14i2.21110. Disponível em: https://periodicos.ufcat.edu.br/index.php/espaco/article/view/21110. Acesso em: 28 abr. 2026.

Número

Sección

ARTIGOS/ARTICLES