PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE E REDES SOCIAIS:

NAVEGAR É PRECISO?

Autores

  • Arthur Victor Gomes da Silva Barros Universidade Federal de Catalão
  • Tânia Maia Barcelos Universidade Federal de Catalão

DOI:

https://doi.org/10.5216/emb.v20i02.69828

Resumo

Este artigo decorre de uma pesquisa de iniciação científica que busca investigar a produção de subjetividade nas redes sociais, especificamente no Facebook e WhatsApp, ferramentas digitais acessíveis, hoje, a grande parcela da população brasileira. Utilizamos a cartografia como concepção metodológica, que visa acompanhar processos e opera com uma atenção aberta e flutuante, sem caminhos lineares pré-estabelecidos (KASTRUP, 2015). Inicialmente, discutimos o conceito de virtual e sobre a produção de subjetividade no contexto das novas tecnologias, fazendo interlocuções com Levy (1999), Guattari e Rolnik (1986), Sibilia (2018) e Serres (2012). A partir desses autores, afirmamos que o virtual não se opõe ao real e ele pode ser um vetor de criação de realidades. Sem demonizar o ciberespaço ou enaltecê-lo, defendemos a necessidade de interações que questionem as formas de existência normatizadas. Assim, propomos uma imersão no cotidiano das redes sociais, abordando aspectos que chamam a nossa atenção, como seus usos excessivos e as possibilidades de adoecimentos decorrentes. No final do artigo, retomamos a pergunta/título deste trabalho, concluindo que não podemos respondê-la, mas provocar reflexões que contribuam para as experimentações dos processos de interação com as redes sociais, diminuindo adoecimentos e intensificando as linhas de resistência e criação.

Biografia do Autor

Arthur Victor Gomes da Silva Barros, Universidade Federal de Catalão

Psicólogo pela Universidade Federal de Catalão (UFCAT).

Tânia Maia Barcelos, Universidade Federal de Catalão

Docente do Curso de Psicologia da Universidade Federal de Catalão/UFCAT

Publicado

2023-12-15